sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Não se sabe o que é pior...

      Nesses ultimos dias ou meses... Tem uma coisa me incomodando muito na internet: BICHOS MORTOS DE DIVERSAS FORMAS E  ESTAMPADOS EM TODAS AS REDES SOCIAIS POSSÍVEIS...
     Gente, antes de iniciarem as críticas, já que o nome mesmo diz , o blog é o meu ponto de vista. E eu não sou a favor do vegetariano. Mas respeito-o. E também não sou nada a favor dos maus tratos aos animais, muito pelo contrário, sou contra, super contra, mas as coisas têm limites.
     Estou notando que além de faltar limite na matança dos bichinhos, falta limite para esses jovens e adultos, numa busca insana pela proteção dos animais e falando disso todo o tempo. Mesmo. E postando fotos deles queimados, com ossos quebrados, sem pele, seu couro, enfim... De tudo que é jeito. Horrível.
     É legal essa campanha? Legal... Mas tem tanta gente hipócrita nesse meio.
Gente, não estou generalizando, por favor, não me linchem...  
     Mas tem pessoas que comem carne como se não houvesse amanhã. Pagam uma fortuna em cachorros de raça, enquanto tem milhões de animaizinhos carentes de atenção, carinho e cuidado jogados na rua. Tem gente lucrando com animaizinhos também. Tem filhinho de papai indo para parques e circos achando lindo o elefantinho e o leãozinho que apanham do início ao fim do espetáculo. Aqueles que expulsam cachorro vira-lata do quintal. (Seria uma fronta, ele cruzar com a minha Yorkshire de 1000 reais). E ainda diz que tem que MATAR uma outra infeliz lá que matou um cachorro.
     Quer dizer que é assim que resolveremos então? Matando... Então “vambora” matar geral... Vai ficar bonito para nossa cara.
Se cada um cuidasse do seu animalzinho e não o comprasse só por status ou para bater foto e dizer que é fofo. Talvez diminuíssem os maus tratos.
     Se não fôssemos coniventes com as apresentações dos animais que apanham para aprender as diversas façanhas que fazem. Se não concordássemos e víssemos quando, de onde e como veio a carne que comemos... A coisa não estaria tão ruim quanto está.
     Acorda moçada... A vida não gira em torno do umbiguinho de vocês e não é legal postar animal escalpelado no facebook, como se estivessem em uma disputa de quem choca mais, para os outros verem, sentirem pena do bichinho, curtirem e achar que você é um protetor dos pobrezinhos. Se quiser mesmo ajudar: Levanta e vai tratar cachorrinhos de rua. Ser voluntário em um canil. Isso sim será produtivo. E só assim você estaria trabalhando para a diminuição dos maus tratos aos animais.

Bruna Caetano

sábado, 29 de outubro de 2011

Muito mais que irmãos!

    Eu quero que me tenhas como tua amiga, acima de tudo. Como tua companheira e alguém que vai te amparar sempre que caíres. Quero que fiquemos um perto do outro, para sempre, quero te mimar quando estiveres triste e te entender quando precisares conversar. Quero continuar arrumando teu cabelo antes de ires a escola, acobertar tuas falhas e esperar teu consolo e teu abraço quando nossos pais brigarem comigo. Ajudar na tarefa e te defender.
    Te vejo crescendo, formando tuas opiniões, amadurecendo, definindo teus gostos. Participo da tua pré-adolescência, e já conheço teus medos. Sei da menina que tu gostas, mesmo que nem imagines ainda o que é gostar de alguém. Me orgulho de ti, desde teus gols em um jogo qualquer com os primos, até nas tua notas e evoluções na escola, crescimento como cristão, como menino e cidadão.
   Eu não sei de verdade o que vai acontecer amanhã ou daqui a alguns anos. Não sei com quem você vai se casar, quantos filhos vais ter, a profissão que vais seguir, mas imagino tudo isso sempre que paro para te observar enquanto dormes, ou brincas com teus amigos. Mas qualquer que seja o caminho daqui pra frente, muito provavelmente, logo terás outras prioridades na tua vida. Virá Ensino Médio, vestibular, namoradinhas. Você vai se apaixonar, vai chorar por alguém, você vai sair, vai beber, trabalhar. Eu choro, sorrindo quando imagino isso.
    Meu irmãozinho não vai ser para sempre pequeno. Já está ficando maior que eu. Antes era bem fácil te bater, agora já conheces meus pontos fracos e não és mais tão fraquinho. Até pouco tempo me sentia obrigada a te defender, porque eras frágil demais para fazer isso sozinho, mas agora já falas por ti, já te defendes.
Torço e rezo todos os dias para que sejas muito feliz, e que tenhas alegrias em tudo que fizeres. Porque eu te amo mais do que qualquer outra coisa no mundo e me sinto no dever de te proteger, cuidar de ti e te fazer sorrir sempre.

Bruna Caetano

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

''Certos amigos...''

Pensei em não postar, por não ser grande como os outros, mas eu curti ele:

     Tenho alguém com quem conversar, ligar a qualquer hora quando tudo parecer não dar certo ou quando as coisas melhorarem. Tenho em quem confiar de olhos fechados,  conhecendo desde os gostos musicais, até os maiores medos e segredos, e que conhece o mesmo de mim. Alguém que me incentive ao certo, me aconselhe e reconheça meu erro. Sou entendida mesmo sem explicar, e tenho uma conversa franca mesmo no silêncio. Alguém pra ter ciúme de mim, e entender minha TPM, alguém pra me mimar quando eu estou triste e ignorar minha raiva, sabendo discernir os dois momentos.
     Um abraço pra aliviar qualquer angústia e um sorriso pra mudar meu dia. Tenho uma segunda casa e me sinto tão bem quanto na oficial. Alguém que me conheça e goste de mim como eu sou. Conto meus segredos e não preciso pedir pra que não conte a ninguém. Posso compartilhar brincadeiras que vão ser lembradas para sempre, conheço um amor diferente, não egoísta e sincero. Tenho amigos.

Bruna Caetano

domingo, 11 de setembro de 2011

Cheias no Vale do Itajaí

     Apesar de já ter se tornado maçante para alguns, acho válido falar das cheias que atingiram alguns catarinenses nesse ultimo fim de semana. Segundo a Defesa Civil, foi decretado calamidade pública em 9 municípios e outros 36 estão em estado de emergência. O número de desalojados é de em média 159.490 pessoas e 15.020 são os desabrigados. Inclusive se confirmaram 3 mortes.
     Tudo isso é lamentável e já foi muito comentado nas redes sociais e emissoras de televisão, menos na Globo, que achou mais importante o aniversário do ataque terrorista do World Trade Center. Mas mais importante do que deixar toda a população a par do acontecimento, é deixar a mesma ciente do quanto fomos ajudados e de quanta solidariedade existiu entre a comunidade.
     Primeira coisa que me chamou a atenção, foi a cobertura 24 horas feita pela TVBE – Brasil Esperança. Os apresentadores e repórteres foram incansáveis, atendiam a população a qualquer hora do dia e buscavam informações com as autoridades da cidade, intermediando muitos socorros e auxílios aos ilhados.
Me chama a atenção também o número de jovens envolvidos no voluntariado nos abrigos e na distribuição de donativos. Não por estarem ajudando, mas por serem jovens e estarem ajudando. Foi realmente louvável a atitude de todos eles, jovens e adultos que se prontificaram a ajudar aqueles que mais precisavam, mesmo também tendo suas famílias e suas casas. Além disso, foi grande o número de soldados de outros estados e cidades que vieram ajudar a população.
     Outro fato a se comentar é do parto executado pelos bombeiros comunitários de Ilhota, no sábado, dia 10. A gestante estava em um caminhão, a caminho de um hospital em Itajaí, e a criança nasceu ali mesmo, nas situações precárias em meio a uma rua alagada.
     Por fim, a conclusão que tirei, foi que a catástrofe, em partes nós não poderíamos evitar, e as precauções e providencias que tomamos foram suficientes para remediar o caso. Como já tínhamos passado por algo parecido em 2008, os governantes e moradores do Vale do Itajaí, souberam melhor como lidar com tal situação. Obviamente que tivemos perdas e algumas famílias foram gravemente atingidas, mas como já provamos ser um povo que não se abala fácil e reconstrói tudo o que perdeu com alegria, não vai ser dessa vez que vamos desistir.

Bruna Caetano

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

E um pouco de mim...

Para descontrair um pouquinho, e deixar isto aqui mais jovem... Arrumei uma forma direta de me descrever, espero que curtam:

Sou inconstante. Mas não consigo ficar triste por muito tempo. Tenho mil amigos, e ciúmes de todos eles. Alguns dias me sinto a melhor filha do mundo, outros chego a ter pena da minha mãe. Vivo me concertando. Nunca é o bastante. Não sei tratar bem quem me trata mal, e odeio indiferença. Acho justo discutir, desde que saibam o que falam. Futilidade me irrita e quando não estou bem comigo mesma, não estou bem com ninguém. Gosto de ser mimada quando estou triste, não quando estou irritada, e quem me conhece tem que saber discernir os dois momentos. Pensei em me descrever em três ou quatro linhas, estou aqui e nem comecei. Sou prolixa, muito prolixa. Tenho dificuldade em falar o que eu sinto, mas facilidade em descrever meus sentimentos. Sei dividir, menos os meus livros. Gosto de expor minha opinião, e ás vezes encho o saco por isso, porque nem sempre tem alguém afim de ouvir. Todo mundo diz que tenho bons argumentos. Penso em fazer Direito. Gosto de debater e apesar de não deixar transparecer, não aceito outras opiniões. Finjo que aceito. Acredito em Deus e o levo de base para minha vida. Falo palavrão. Não sou vaidosa. Tenho três vícios: ler, escrever e roer unhas. Como chocolate como se não houvesse amanhã, pizza também. Para apontar meus pontos fortes, me julgo uma jovem madura, engraçada e uma boa amiga. Talvez me engane. Porque tenho dificuldades em me auto avaliar. Adoro futebol, e já lutei Taekwondo, nem por isso sou um menino. Não sei usar meio termo, e isso às vezes me atrapalha. Sou inquieta. Graças aos meus pais, tenho valores dos quais me orgulho, sou muito família, e na medida do possível, ajudo em casa. Odeio caminhar. Gosto de estudar, não de ir à aula. Tenho loucura pelo meu irmão, fico fora de mim quando preciso defender ele. Não sou persistente, e tenho dificuldade de terminar as coisas que começo.

Bruna Caetano

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Almoço de domingo...

     Normalmente tem choro de bebê e gritaria de crianças, tem a música alta falando de amores não correspondidos ou decepções em um relacionamento que um dia foi perfeito, tem o chiaço da cebola dourando no fogo, a mãe das crianças brigando com as mesmas, a cerveja sendo aberta e o gás vazando no gargalo da garrafa de refrigerante. A mesa vai ficando pequena conforme os namorados e filhos vão chegando, o assador frequentemente é o dono do CD que está tocando no carro de ré na garagem, e ele canta, fecha os olhos, segura a latinha e não faz questão de estar afinado. O filho caçula, discute com a nova namorada por ciúmes, e as irmãs junto com a mãe adoram a situação, já que ela é muito madame e não ajuda em nada. A filha mais velha reclama do marido, que não por coincidência é o assador, cantor e cachaceiro.
     O matriarca sentado na cabeceira, reclamando do excesso de sal na salada, a neta adolescente se queixando da falta da internet, área do celular e do que fazer, e suas primas mais velhas discutindo para decidir quem lava e quem seca a louça.
     O castelinho de latinhas vazias começam a tomar forma e a bebida já ta fazendo efeito, uma das crianças já se machucou, e a mãe do bebê implora por silêncio, já que milagrosamente ele dormiu, mas não é sequer ouvida. As irmãs já levaram bronca, enquanto sua mãe, junto com sua tia, comentam da namorada do ciumento, da vizinha que se separou e da prima distante que não arruma namorado.
     Na hora de almoçar sempre falta lugar, e alguém tem que comer no sofá, normalmente as netas adolescentes, e é um tal de pedir para passar isso e aquilo que no fim das contas ninguém come em paz, os que acabam primeiro incentivam as crianças a bater na mesa pedindo a sobremesa, que é o manjar de coco da avó.
     Os cunhados cachaceiros dormem, as mulheres montam a mesa de jogatina junto com o cafezinho e as crianças continuam jogando bola na garagem. O almoço já virou café da tarde. Até os homens acordarem, acabarem com o jogo das mulheres, requentarem a carne enquanto elas requentam o arroz e fazem mais maionese. O café da tarde virou jantar. E começa tudo de novo, inclusive o castelinho de latinha...
     Almoço em família é assim, todos se amam muito, mas domingo sempre tem confusão e briga perto das sete normalmente, talvez pela proximidade da segunda-feira ou pela convivência de anos, sendo todo fim de semana a mesma coisa. Mas são confusões e brigas gostosas de se participar e todo mundo acaba rindo, indo pra casa cheio de comer o dia inteiro, para começar mais um semana esperando o fim de semana que vem pra ter a folia de domingo de novo.

Bruna Caetano

sábado, 23 de abril de 2011

''No nosso tempo...''

     Antes de mais nada, gostaria de me desculpar, com todos que procuraram novidades no blog, e não acharam... Não posto há algumas semanas, e para me redimir, vou dar meu parecer sobre um assunto, que vem me fazendo pensar muito ultimamente: OS VALORES DO JOVEM DE HOJE EM DIA.
    
     É difícil falar de um grupo de pessoas, com tais atitudes, onde tenho que me incluir, e da mesma forma que aponto as qualidades, tenho que me auto avaliar, e apontar também os defeitos... E isso por si só, torna o assunto delicioso de comentar...
     Ultimamente, tenho ouvido dos meus avós, tios, e até meus pais, inúmeras reclamações dos ''jovens de hoje em dia'' e a frase é clássica: ''Porque no meu tempo...'' Andei pensando, e acho justificável, usar tal frase, porque realmente as coisas mudaram muito desde o tempo que meus pais eram jovens, isso sem falar do tempo que meus avós eram jovens...
     Mas o tempo passou, e assim como a globalização mudou totalmente o mundo, a cabeça do jovem também mudou e tem hoje, valores extremamente diferentes, sem julgar como melhor ou pior por enquanto, das do jovens de antigamente.
     Para começar, as palavras que quando eu era criança foram-me apresentadas como mágicas, hoje são motivo de chacota, é raridade no dia-a-dia do jovem. Achamos bonito e passamos a admirar, mesmo que involuntariamente, alguém que diz: por favor, obrigada. Isso por si só nos mostra ao ponto que chegamos... Pelo o que meus pais me contam, no tempo deles, notado seria aquele que não falasse essas palavras, porque era posto como excessão, já que a maioria era instruída para isso, e praticava tal gentileza.


     Gentileza? Não! Obrigação... Essa é a visão que falta nos pais hoje em dia. Em meu ver estão pondo tantas outras coisas supérfluas como prioridade, e esquecendo de esclarecer ao filho que quando alguém mais velho entra no ônibus ele deve ceder o acento ao mesmo.
Ou quando um senhor, tem dificuldades em atravessar a rua, devemos auxiliá-lo na travessia.
     Mas além da educação totalmente distorcida, a mídia faz com que, cada vez menos, o jovem dê valor a família, ao ato de gentileza e ao prazer de fazer o bem... Ao contrário disso, ele pensa que não está ali para agradar ninguém, e sim para agir como acha que deve, que família é uma bobagem, quem os ama mesmo são os amigos, que fazer o bem é clichê, e que ele tem é que arrumar um jeito de ganhar uma grana, pra sair com os amigos no fim de semana, já que brigou com os pais e esse mês ficou sem mesada.


     Porque é esse o castigo de hoje, não ganhar dinheiro, não usar o computador, não sair. O jovem busca agir corretamente e auto disciplinar-se para não perder regalias, abrindo mão do prazer de fazer o certo.

     Infelizmente, é isso que vejo na escola, nos grupos de amigos e em outros lugares onde os jovens se reúnem. Quem liga para a avó já viúva e sozinha que precisa de atenção? Quem liga para os pais que morrem de preocupação porque não te vêem evoluindo na escola e temem teu futuro? Aliás... Quem liga para o futuro? Todos dizem que temos que viver o presente, e aproveitar o máximo, já que o amanhã é incerto... E eu vou curtir hoje, ao máximo, beber o máximo, namorar o máximo e fazer o máximo de loucuras imagináveis e inimagináveis, porque eu sou jovem né, e tenho que ter história pra contar.
     É esse o lamentável valor de jovem de hoje, e sua filosofia de vida. Está sobrando embalagem, e faltando conteúdo, se dá mais valor para a roupa da moda, o artista da vez e a balada mais frenquentada, do que para o livro mais vendido do ano, o curso superior que mais agrada e as datas comemorativas mais divertidas ao lado de quem realmente nos quer bem, e que independente da idade e fase crítica, vai nos apoiar e nos amar, acima de tudo, a família.

Bruna Caetano.